Visto para Moçambique 2026: ETA, e-Visa e visto à chegada
Regras de visto para Moçambique em 2026: quem precisa de ETA, e-visa ou visto à chegada, quanto custa ($10–$290) e a resposta por passaporte para EUA, Reino Unido e UE.
Nesta página
- Porque é que existe este guia
- As quatro vias, num relance
- Quanto custa um visto para Moçambique?
- Visto à chegada em Moçambique — ainda dá para tirar?
- Casos limite do ETA e do e-visa que nos perguntam
- Existe um cartão de chegada digital para Moçambique?
- Requisitos de visto para Moçambique por passaporte
- Como pedir online (ETA e e-visa)
- O que ter na fronteira
- Viajar com crianças menores de 18 anos
- Entrar de carro em Moçambique
- A regra dos 30 dias
- Prolongar a estadia dentro do país
- O Boletim de Alojamento
- Ainda com dúvidas?
O visto de turismo para Moçambique é o carimbo de permissão de que os visitantes estrangeiros precisam para entrar no país em turismo — e a partir de 2026 surge em quatro variantes: entrada isenta de visto para passaportes da SADC e de alguns países africanos, um ETA online (Autorização Eletrónica de Viagem) para 29 países, incluindo EUA, Reino Unido, UE e Canadá, um e-visa completo (também chamado visto eletrónico ou eVisa) para os restantes, e uma via só por embaixada para seis nacionalidades. Os custos vão de gratuito a cerca de $290 USD, consoante o passaporte e o tempo de estadia.
Porque é que existe este guia
O sistema de entrada de Moçambique foi reformulado em fevereiro de 2026. Existe agora um portal online em evisa.gov.mz, uma pré-autorização chamada ETA, um e-visa completo (visto eletrónico / eVisa) e, para alguns viajantes, ainda funciona o velho isento de visto ou visto à chegada. Diferentes governos estrangeiros dão conselhos contraditórios — o Reino Unido diz que o ETA é obrigatório para os britânicos, os EUA dizem que só é preciso se ficar em casa de amigos, o Canadá diz que não é precisa qualquer pré-autorização. É uma confusão.
Reunimos as regras todas num só sítio e organizámo-las por passaporte. Esta é a versão para turismo — se viaja em trabalho, estudo ou para residir, vai querer outro guia.
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Com que passaporte vai viajar?
Escolha a sua nacionalidade e mostramos-lhe exatamente o que fazer. Âmbito: apenas turismo.
As regras são definidas pelo governo moçambicano e podem mudar. Use isto como guia, não como garantia - confirme sempre em evisa.gov.mz antes de viajar.
As quatro vias, num relance
Há quatro vias reais de entrada em Moçambique como turista. O seletor acima coloca-o numa delas. Se preferir ver as quatro lado a lado, ficam aqui.
1. Isento de visto (SADC e alguns países africanos)
Quem: Angola, Botsuana, Cabo Verde, Quénia, Lesoto, Maláui, Maurícia, Namíbia, Ruanda, São Tomé e Príncipe, Seicheles, África do Sul, Essuatíni, Tanzânia, Uganda, Zâmbia, Zimbabué.
O que faz: nada com antecedência. Apresente-se na fronteira com um passaporte válido e é carimbado à entrada. Gratuito.
Quanto tempo: 30 dias por entrada para a maioria. 90 dias para o Botsuana, o Quénia, o Ruanda e a Tanzânia.
Atenção: aplica-se um limite de 90 dias por ano civil. As saídas e reentradas reiniciam o contador por entrada, não o anual.
Uma nota sobre os tipos de passaporte. Este guia parte do princípio de um passaporte de turismo comum. Os titulares de passaportes diplomáticos ou de serviço têm por vezes regimes diferentes — por exemplo, os passaportes comuns português, sul-coreano ou indonésio caem no grupo ETA abaixo, mas as versões diplomática/de serviço são isentas de visto. Se viaja com um passaporte oficial, confirme a sua categoria em evisa.gov.mz.
2. Isento de visto OU ETA (o grupo intermédio confuso — 29 países)
Quem: Bélgica, Canadá, China, Costa do Marfim, Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Gana, Indonésia, Irlanda, Israel, Itália, Japão, Países Baixos, Noruega, Portugal, Rússia, Arábia Saudita, Senegal, Singapura, Coreia do Sul, Espanha, Suécia, Suíça, Ucrânia, Emirados Árabes Unidos, Reino Unido, Estados Unidos.
O que faz: tem duas opções.
- Via A — pagar na fronteira. Chegue com o passaporte, o bilhete de regresso e a reserva de hotel, e pague cerca de $10 USD na imigração. Rápido, mas dependente de uma máquina de cartões a funcionar — leve dinheiro (USD, EUR ou MZN) como reserva.
- Via B — tirar o ETA online. Peça em evisa.gov.mz. Custa cerca de $48 USD. Costuma ficar pronto em 1–2 dias, mas recomendamos pedir cerca de uma semana antes de viajar para deixar uma margem — o portal tem falhas e pode pedir correções. Imprima o PDF e leve-o consigo. Se o pedido for recusado, a taxa não é reembolsada — mas pode voltar a candidatar-se com as correções. Peça com tempo suficiente para poder reapresentar se algo correr mal. Os ETA também não são reembolsáveis se adiar ou cancelar a viagem — se as datas mudarem, terá de pedir outra vez. E também não peça cedo demais: o ETA é válido apenas por cerca de 60 dias a contar da data em que é emitido — não da data da viagem — e é de entrada única, por isso o relógio começa no momento em que é aprovado. Se pedir com meses de antecedência, pode expirar antes de chegar, ou a meio da viagem. O momento ideal é uma a quatro semanas antes de voar.
A nossa recomendação: tire o ETA. Algumas companhias aéreas recusam agora embarcar passageiros sem ele, mesmo que o próprio Moçambique os deixasse entrar isentos de visto. O ETA elimina esse risco.
Quanto tempo: 30 dias por entrada.
3. e-Visa obrigatório (todos os restantes)
Quem: o grupo por defeito. Se o seu país não está nas duas listas acima nem na lista só-por-embaixada abaixo, está neste grupo. Inclui a Austrália, a Nova Zelândia, a Índia, o Brasil, a maior parte da UE que ainda não foi listada (Áustria, Grécia, Hungria, Polónia, Roménia, etc.), a maior parte da América Latina, a maior parte do Médio Oriente, a maior parte de África fora da SADC e a maior parte do Sudeste Asiático.
O que faz: peça em evisa.gov.mz antes de voar. Carregue os documentos, pague, espere cerca de 5 dias úteis, imprima o PDF do e-visa aprovado.
Quanto tempo: 30, 60 ou 90 dias — escolhe no momento do pedido.
Custo: as taxas estão fixadas em meticais e flutuam em USD conforme o câmbio. As taxas atuais são de 6.250 / 12.504 / 18.756 MZN para 30 / 60 / 90 dias — cerca de $95 / $190 / $290 USD ao câmbio de hoje. Acresce uma taxa de serviço VFS. Confirme o valor exato no portal antes de pagar.
Atenção: não conte com o visto à chegada. Desde o relançamento do portal em fevereiro de 2026, o governo encaminha toda a gente deste grupo para o e-visa online. Peça pelo menos 1–2 semanas antes de viajar. Os pedidos recusados não são reembolsados.
4. Só por embaixada (6 nacionalidades)
Quem: Bangladeche, Etiópia, Nepal, Nigéria, Paquistão, Somália.
O que faz: o portal online não aceita o seu pedido. Vai ter de o apresentar presencialmente numa embaixada ou consulado de Moçambique. Conte com semanas, não dias.
Quanto custa um visto para Moçambique?
Os custos do visto para Moçambique vão de gratuito a cerca de $290 USD em 2026, consoante o seu passaporte e o tempo que pensa ficar:
- Gratuito — cidadãos da SADC e de alguns países africanos (entrada isenta de visto).
- Cerca de $10 USD — taxa de pagamento à chegada para o grupo ETA dos 29 países (EUA, Reino Unido, UE, Canadá, Japão e outros).
- Cerca de $48 USD — o mesmo grupo, pedindo o ETA online com antecedência.
- Cerca de $95 / $190 / $290 USD — e-visa para 30 / 60 / 90 dias, para os restantes (Austrália, Nova Zelândia, Índia, Brasil, a maior parte do mundo).
As taxas estão fixadas em meticais e flutuam em USD conforme o câmbio. Confirme o valor exato em evisa.gov.mz antes de pagar. Aos pedidos de e-visa acresce uma taxa de serviço VFS.
Visto à chegada em Moçambique — ainda dá para tirar?
Sim, mas só para 29 nacionalidades. Se tem um passaporte dos EUA, do Reino Unido, da UE, canadiano, japonês ou de outro do grupo ETA (veja a lista completa acima), ainda pode pagar cerca de $10 USD na fronteira com um passaporte válido, bilhete de regresso e reserva de hotel. Leve dinheiro em USD, EUR ou MZN para o caso de a máquina de cartões estar avariada.
Se o seu passaporte está no grupo do e-visa (Austrália, Nova Zelândia, Índia, a maior parte do mundo), não conte com o visto à chegada — desde o relançamento do portal em fevereiro de 2026, o governo encaminha toda a gente para o e-visa online. Peça em evisa.gov.mz pelo menos 1–2 semanas antes de voar.
A nossa recomendação: mesmo os viajantes do grupo ETA deviam tirar o ETA online em vez de pagar à chegada. Algumas companhias aéreas recusam agora embarcar passageiros sem ele, mesmo que o próprio Moçambique os deixasse entrar.
Casos limite do ETA e do e-visa que nos perguntam
Estas respostas são importantes o suficiente para ficarem no guia principal:
- Se já pagou o ETA online, paga outra vez à chegada? Não. Uma vez pago o ETA online, não há taxa de imigração adicional para entrar. Mostre a aprovação impressa e guarde o recibo de entrada.
- E se o ETA expirar antes de sair de Moçambique? Se sabe que vai prolongar a estadia, faça primeiro o registo do Boletim de Alojamento. Se não estiver feito, as multas podem chegar a 1.000 MZN por dia. Depois peça a prorrogação com os documentos exigidos neste guia, idealmente 2 a 3 dias antes de expirar. As prorrogações costumam ser uma única vez, até 30 dias extra.
- Com que antecedência devem os turistas pedir? As aprovações de ETA podem chegar muito depressa — por vezes em 5 a 10 minutos, por vezes no mesmo instante — mas também podem demorar mais se o portal estiver instável ou pedir correções. Os e-visa costumam levar cerca de 5 dias úteis. Peça pelo menos 7 dias antes de viajar para que um atraso não estrague a viagem. Mas também não peça cedo demais: um ETA é válido apenas por cerca de 60 dias a contar da data em que é emitido, e não da data da viagem, por isso pedir com meses de antecedência pode levá-lo a expirar antes — ou durante — a viagem. O momento ideal é uma a quatro semanas antes de voar.
- Titulares de passaporte do Uganda: o Uganda está na lista de isentos de visto neste guia, por isso não se aplica qualquer taxa de ETA pelas regras atuais.
- Titulares de passaporte da Costa do Marfim: a Costa do Marfim está no grupo ETA, por isso as opções habituais são o ETA online (
$48) ou o pagamento à chegada ($10), sujeitas às atualizações em vigor do governo.
Existe um cartão de chegada digital para Moçambique?
O “cartão de chegada digital” de Moçambique é, na prática, o portal de entrada online em evisa.gov.mz — o mesmo sítio onde pede o ETA ou o e-visa antes de voar. Moçambique não tem um formulário de chegada digital separado nem um cartão de localização de passageiros por cima do seu visto ou ETA, por isso, se já tratou da entrada online, já fez a parte “digital”.
Há um resquício em papel que vale a pena conhecer. Em alguns aeroportos — sobretudo nos mais pequenos como Vilanculos — a imigração ainda lhe entrega um pequeno cartão de chegada em papel para preencher ao aterrar, mesmo quando o ETA ou o e-visa já está aprovado. Normalmente preenche também um cartão de partida quase igual à saída. Nenhum tem custo; ambos só querem o seu nome, os dados de passaporte e de voo, e onde vai ficar. Leve uma caneta no bolso e a morada da primeira noite à mão, e passa o balcão mais depressa.
Requisitos de visto para Moçambique por passaporte
Visto para Moçambique para cidadãos dos EUA
Os passaportes dos EUA estão no grupo isento de visto ou ETA. Ou pede o ETA online em evisa.gov.mz (cerca de $48 USD, 1–2 dias) ou paga cerca de $10 USD na fronteira. Recomendamos o ETA online — algumas companhias aéreas recusam embarcar passageiros sem ele, mesmo que o próprio Moçambique os deixasse entrar. O Departamento de Estado dos EUA tem atualmente Moçambique no Nível 2, com uma exceção para Cabo Delgado; a costa sul não é afetada.
Visto para Moçambique para cidadãos do Reino Unido
Os passaportes do Reino Unido estão no grupo isento de visto ou ETA. O conselho de viagem do Foreign Office britânico afirma que o ETA é obrigatório para cidadãos britânicos — mesmo que a lei moçambicana também continue a permitir o pagamento à chegada para este grupo. Peça em evisa.gov.mz (cerca de $48 USD) pelo menos uma semana antes de voar, para evitar problemas no embarque.
Visto para Moçambique para cidadãos canadianos
Os passaportes canadianos estão no grupo isento de visto ou ETA — não no grupo do e-visa. Pode pagar cerca de $10 USD na fronteira ou pedir o ETA online (cerca de $48 USD). O próprio conselho de viagem do governo canadiano diz que não é necessária qualquer pré-autorização; a lei moçambicana contraria isso e recomendamos o ETA para evitar problemas no embarque.
Visto para Moçambique para cidadãos franceses e da UE
Os passaportes franceses e da maioria da UE — França, Alemanha, Itália, Espanha, Bélgica, Países Baixos, Portugal, Irlanda e os restantes estados da lista acima — estão no grupo isento de visto ou ETA, não no grupo do e-visa. Peça o ETA online em evisa.gov.mz (cerca de $48 USD) pelo menos uma semana antes de voar, ou pague cerca de $10 USD à chegada. Recomendamos o ETA online: a própria orientação do France Diplomatie e várias companhias aéreas já o tratam como obrigatório, mesmo que a lei moçambicana ainda permita o pagamento à chegada para este grupo. Um aviso — as pesquisas por “isenção de visto Moçambique” devolvem muitos sites de terceiros parecidos com o oficial; evisa.gov.mz é o único portal oficial, e a taxa do ETA não é reembolsável se o pedido for recusado, por isso preencha os dados com cuidado.
Visto para Moçambique para cidadãos australianos e neozelandeses
Tanto os passaportes australianos como os neozelandeses estão no grupo e-visa obrigatório. Peça em evisa.gov.mz pelo menos 1–2 semanas antes de viajar. Custo: cerca de $95 / $190 / $290 USD para 30 / 60 / 90 dias. Não conte com o visto à chegada — desde o relançamento do portal em fevereiro de 2026 o governo encaminha toda a gente para o processo online.
Como pedir online (ETA e e-visa)
Tanto o ETA como o e-visa passam pelo mesmo portal. Eis como o processo é na prática:
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Registe-se. Vá a evisa.gov.mz e clique em Login or Register. Introduza o seu email, receba um código, inscreva-se. Guarde o nome de utilizador e a palavra-passe num sítio seguro — a função de recuperação é pouco fiável e vai ter de voltar a entrar mais tarde.
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Inicie o pedido. Clique em Create Application (canto superior esquerdo). No formulário, indique:
- Nacionalidade: o país do seu passaporte
- Tipo de passaporte: P (normal)
- Nome do tipo de passaporte: Normal
- Tipo de visto: Turismo
- Duração: 30 dias
- Número de entradas: preenche automaticamente como Multiple — não pode alterar, é normal.
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O local de emissão é o aeroporto ou a fronteira por onde vai entrar em Moçambique. Escolha o errado e o balcão à chegada pode complicar-se.
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Preencha os dados pessoais. Se forem vários viajantes, conclua um pedido por completo antes de começar o seguinte. O formulário é exigente com a pontuação nas moradas — vírgulas, pontos finais e espaços a mais podem provocar erros silenciosos. Se o código postal for recusado, use 12345 como solução de recurso. Se recusar a morada, experimente escrevê-la primeiro num editor de texto simples e colá-la.
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Carregue os documentos. Vai precisar de:
- Uma fotografia tipo passe
- A página de dados do passaporte
- Uma confirmação de reserva de hotel — ou, se ficar em casa de amigos ou familiares, um Termo de Responsabilidade autenticado mais uma cópia autenticada do BI ou passaporte do seu anfitrião
- Um bilhete de avião de regresso
- Um extrato bancário recente
Regras dos ficheiros: PDF/JPG/PNG, ≤2 MB cada, nomes de ficheiro simples (sem caracteres especiais). Para cada carregamento o formulário pede Document Date, Document Number e Issuing Authority — são obrigatórios mesmo em documentos que oficialmente não os têm. Introduza algo lógico (por exemplo, “Standard Bank” como autoridade emissora de um extrato bancário, a sua companhia aérea para o bilhete de avião).
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Pague. Os cartões Visa funcionam melhor. Os cartões emitidos em Moçambique são muitas vezes recusados. O portal de pagamento é lento — não atualize a página, espere pelo ecrã de confirmação.
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Descarregue e imprima. Vai receber a aprovação por email (ETA em ~2 dias, e-visa em ~5 dias úteis). Também pode ir a My Applications no portal — quando o estado mostrar “Ready for issuance”, clique em Action para descarregar o PDF. Imprima-o em papel. As cópias digitais no telemóvel são por vezes aceites, mas muitas vezes não — leve papel.
Peça pelo menos 48 horas antes de viajar (o mínimo indicado pelo governo do Reino Unido). Uma semana ou mais é mais seguro — dá-lhe margem caso o pedido seja recusado e precise de correções, ou se o portal tiver uma falha.
O que ter na fronteira
Quer aterre em Vilanculos ou Maputo, quer entre de carro a partir da África do Sul, o kit é o mesmo. Reúna isto antes de partir e evita a maior parte dos atritos no balcão.
- Passaporte válido por pelo menos 6 meses para além da data de chegada
- 2 páginas em branco no passaporte
- Prova de viagem de seguimento/regresso (impressa)
- Prova de alojamento (confirmação de reserva impressa)
- Prova de meios financeiros (um extrato bancário recente ou um cartão que funcione num multibanco) — a imigração pode pedir isto à chegada, mesmo que esteja isento de visto
- Certificado de febre amarela se vier de um país endémico de febre amarela (trânsito incluído)
- Dinheiro para a taxa do ETA, se pagar à chegada. Leve o valor exato — $10 USD, €10 ou 650 MZN — para o caso de a máquina de cartões estar avariada. Dispense isto se já pagou o ETA ou e-visa online.
- Uma caneta e os dados da viagem à mão. Alguns aeroportos — sobretudo os mais pequenos, como o de Vilanculos — ainda entregam um cartão em papel mesmo que o seu ETA ou e-visa já esteja aprovado. Vai preencher o nome, o número do passaporte, o número do voo, a data e a forma como sai, a morada onde fica e dados básicos do género. E não é só à entrada: costumam fazê-lo preencher um cartão de saída quase igual quando parte, a perguntar o destino seguinte e o voo, por isso tenha essa caneta à mão para as duas pontas da viagem. Ter tudo numa nota guardada (não enterrada no email) e uma caneta a funcionar no bolso tira-o da fila bastante mais depressa.
Antes de sair do balcão do aeroporto/fronteira: certifique-se de que lhe entregaram o recibo de pagamento da entrada e de que o passaporte foi carimbado. Peça o recibo mesmo que não tenha pago à chegada — costuma ser emitido de qualquer forma, e os agentes nem sempre o oferecem sem que se peça. Guarde-o consigo durante o resto da viagem: a imigração costuma pedi-lo de novo quando sai do país, e vai precisar dele se prolongar o visto. Fotografe-o e envie uma cópia para o seu email como reserva.
Viajar com crianças menores de 18 anos
As crianças menores de 18 anos que entram em Moçambique precisam da mesma papelada que os adultos — um passaporte válido mais o visto ou ETA correspondente à sua nacionalidade. Não há visto especial para crianças, a taxa é a mesma, e Moçambique não pede cartas de consentimento parental nem certidões de nascimento detalhadas nas suas próprias fronteiras.
A maior parte da papelada que as pessoas associam a viajar internacionalmente com crianças é imposta pelos países de partida, pelas companhias aéreas e pelos aeroportos de trânsito — não pelo próprio Moçambique. Dois documentos satisfazem os requisitos de quase todos os países do mundo. Leve ambos:
- Uma certidão de nascimento ou passaporte que mostre os dados de ambos os pais (uma cópia impressa serve).
- Uma carta de consentimento parental autenticada se a criança viajar sem os dois pais biológicos — o que inclui viajar com um dos pais, com um avô ou amigo de família, com um grupo escolar ou sozinha. A carta deve identificar a criança, as datas da viagem e autorizar o adulto nomeado (ou a criança, se desacompanhada) a fazer a viagem. Se um dos pais tiver falecido, leve uma certidão de óbito; se houver guarda exclusiva, uma decisão judicial.
Autentique a carta de consentimento em casa antes de voar — as declarações sem o carimbo de um Comissário de Juramentos ou notário são rotineiramente recusadas nas fronteiras de saída.
Se a sua rota passa pela África do Sul
A maioria dos nossos visitantes internacionais faz escala em Joanesburgo, e muitos viajantes da região sobem de carro a partir da AS. A África do Sul tem algumas das regras de saída de menores de 18 anos mais rigorosas do mundo, e aplicam-se a todas as crianças que cruzam uma fronteira da AS, independentemente da nacionalidade ou do destino.
Crianças estrangeiras isentas de visto (EUA, Reino Unido, UE, Canadá, etc.) — basta um passaporte válido. A AS não exige uma certidão de nascimento detalhada nem uma carta de consentimento parental para crianças estrangeiras isentas de visto.
As crianças sul-africanas precisam de um conjunto mais completo, consoante quem as acompanha:
- Com ambos os pais: passaporte válido, mais uma certidão de nascimento ou passaporte que mostre os dois pais.
- Com um dos pais: acrescente uma carta de consentimento parental autenticada (Annexure C), uma cópia do BI/passaporte do pai ausente e os dados de contacto. Certidão de óbito se tiver falecido; decisão judicial se houver guarda exclusiva.
- Com alguém que não é pai/mãe (avô, tia, amigo de família): cartas de consentimento de ambos os pais, cópias dos seus BI/passaportes e dados de contacto.
- Desacompanhada: cartas de consentimento, cópias do BI de ambos os pais, dados de contacto, mais uma carta da pessoa que recebe a criança no país de destino, com a morada e uma cópia do passaporte.
- Numa visita de estudo: a declaração de consentimento de grupo da escola (Annexure D).
- Certidão de Nascimento Detalhada pendente: a carta Annexure A do Home Affairs que confirma que o pedido de UBC está em curso.
Os formulários (Annexures A, C, D) estão no site do Department of Home Affairs sul-africano; os mesmos formulários com exemplos preenchidos estão nos recursos para membros do DriveMoz.
Outros países vizinhos
O Zimbabué, o Essuatíni, o Maláui e a Zâmbia têm cada um as suas regras para menores de 18 anos, e essas mudam. Se vai cruzar uma dessas fronteiras, confirme com a imigração desse país antes de partir. A regra dos dois documentos acima (certidão de nascimento + carta de consentimento autenticada para crianças que viajam sem os dois pais) cobre a expectativa básica em quase todo o lado.
Entrar de carro em Moçambique
Entrar de carro por uma fronteira terrestre de Moçambique significa passar tanto pela saída do seu país como pela entrada moçambicana. As regras do lado moçambicano, abaixo, são as mesmas em todas as fronteiras (Lebombo, Kosi Bay, Mhlumeni-Goba, Forbes/Machipanda, Zóbuè…); as regras do país de saída são as que o seu país de origem exigir. A maioria de quem conduz vem da África do Sul, por isso desenvolvemos esse caso ao fim.
O que Moçambique exige em qualquer fronteira
Estas regras aplicam-se independentemente de onde vier:
- O registo do seu veículo (original ou cópia certificada). Se o carro não for seu, veja “Se o carro não for seu” abaixo.
- Uma Permissão de Importação Temporária (TIP), emitida à chegada no balcão do lado moçambicano (atualmente quase toda eletrónica).
- Seguro obrigatório moçambicano contra terceiros, exigido pela lei moçambicana a todos os veículos com matrícula estrangeira. Compre-o online antes de partir (mais rápido e mais barato) ou na fronteira — mas tem de ser emitido por uma seguradora moçambicana. A cobertura do seu país não serve de substituto, diga o seu corretor o que disser.
- No carro: dois triângulos de sinalização vermelhos, dois coletes refletores (amarelos ou verdes) para os passageiros da frente, e o autocolante do código de estrada do seu país na traseira (ZA para a África do Sul, ZW para o Zimbabué, NA para a Namíbia, MW para o Maláui, Z para a Zâmbia), visível quando se leva reboque.
- Se levar reboque — atrelado, caravana ou barco: um autocolante triangular azul e amarelo no canto frontal direito do carro e na traseira do que leva a reboque.
- Uma carta de condução, um documento do veículo e (se levar reboque) um documento do atrelado válidos — todos dentro de prazo durante toda a viagem. Moçambique não tem período de tolerância de 21 dias para um documento de veículo caducado. As cartas de aprendiz não são aceites; as cartas de condução provisórias são.
- As chapas “de papel” temporárias (carros novos ou vendidos há pouco) não são aceites. Precisa das chapas próprias.
Em geral não é exigida uma licença internacional de condução aos titulares de carta da SADC (aconselha-se aos titulares de carta do Zimbabué que levem uma).
Se o carro não for seu
Os agentes de fronteira moçambicanos querem prova documental de que o proprietário registado o autorizou a levar o carro para o outro lado:
- Financiado por um banco: uma carta de autorização do banco, indicando o país e as datas da viagem, mais uma cópia certificada do registo.
- Propriedade de uma empresa ou de outra pessoa: uma declaração autenticada do proprietário a autorizar a viagem, mais cópias certificadas do BI do proprietário e do registo do veículo.
- Aluguer: uma “carta de fronteira” da empresa de aluguer a autorizar a viagem transfronteiriça, com país e datas, mais uma cópia certificada do registo da empresa de aluguer. Peça-a com pelo menos 2 a 3 semanas de antecedência — muitas empresas de aluguer precisam desse tempo e algumas nem sequer autorizam Moçambique.
Subir de carro a partir da África do Sul, em concreto
A AS acrescenta a sua própria papelada por cima das regras do lado moçambicano:
- As cópias do registo do veículo têm de ser certificadas por um Comissário de Juramentos ou numa esquadra da SAPS antes de partir (não na fronteira).
- Para carros financiados: leve o documento NATIS que o banco lhe envia por email ao seu balcão e peça que o certifiquem aí.
- Uma carta da sua seguradora da AS a autorizar a viagem transfronteiriça, com país e datas — distinta do seu seguro obrigatório moçambicano contra terceiros.
- O recurso comunitário para quem viaja de carro a partir da AS é o DriveMoz — um grupo de Facebook com checklists detalhadas, atualizações em tempo real dos tempos de fronteira, condições das estradas e um canal de walkie-talkie Zello para ajuda na estrada. Vale a pena juntar-se antes de partir em época alta.
A partir de outros países
Se entrar a partir do Essuatíni, do Zimbabué, da Zâmbia ou do Maláui, as regras do lado moçambicano acima continuam a aplicar-se. Os requisitos do lado da saída (cartas de seguro, declarações do proprietário, padrões de certificação) variam — verifique com a autoridade rodoviária do seu país de partida antes de partir.
A regra dos 30 dias
A maioria dos turistas aterra com trinta dias no bolso. Eis como esse contador funciona na prática.
- Limite por entrada. A maioria dos turistas recebe 30 dias por entrada. Os passaportes do Botsuana, do Quénia, do Ruanda e da Tanzânia recebem 90. Os titulares de e-visa recebem o que pagaram (30/60/90).
- Prorrogações. Pode prolongar uma vez, por mais 30 dias no máximo. Para ficar mais do que isso, vai ter de sair do país e voltar a entrar (uma “border run”).
- As saídas e reentradas funcionam, mas só para o contador por entrada. Continua a não poder exceder 90 dias em Moçambique por ano civil.
- Ultrapassar o prazo sai caro. As multas são apontadas a partir de 1.000 MZN por dia. Não o faça.
Prolongar a estadia dentro do país
É possível, mas não é um recado qualquer. Se já sabe que quer mais de 30 dias, a opção mais limpa é pedir um e-visa de 60 ou 90 dias antes de voar — custa mais, mas fica com o passaporte e evita a papelada. As prorrogações são um recurso, não um plano.
Quantas. Pode prolongar uma vez, por mais 30 dias no máximo. Se quiser ficar mais tempo, vai ter de sair do país e voltar a entrar.
Onde. As prorrogações são tratadas nos serviços provinciais de imigração (SENAMI) das cidades maiores — Maputo, Beira, Nampula e algumas capitais de província. Vilanculos não tem; o mais próximo fica em Maxixe (cerca de 3 horas a sul).
Quando. Peça pelo menos 2 a 3 dias antes de o visto expirar — pedem com frequência correções e vai querer uma margem. Chegue de manhã cedo; o sistema vai abaixo com alguma regularidade e chegar cedo dá ao dia tempo para recuperar.
O que levar.
- O seu passaporte, mais uma fotocópia autenticada da página de dados e da página com o carimbo de entrada.
- Uma carta do seu primeiro hotel em Moçambique, assinada e com o carimbo oficial do hotel — o carimbo importa; a imigração não aceita uma simples assinatura. Tem de vir do seu primeiro hotel, mesmo que já tenha mudado de sítio entretanto. (É um documento distinto do Boletim de Alojamento — precisa dos dois.)
- Cópias impressas dos voos de chegada e de partida.
- A aprovação original do seu ETA ou e-visa, mais o recibo de pagamento da entrada que recebeu no aeroporto ou na fronteira.
- Uma carta a pedir a prorrogação, autenticada.
- O seu Boletim de Alojamento — este é fundamental. Veja a secção seguinte para saber o que é e porque precisa dele.
Como autenticar documentos. Os documentos autenticam-se na Conservatória dos Registos e Notariado — um cartório público que existe na maioria das vilas. Entrega o documento e pede que seja carimbado. Pequena taxa, normalmente em poucos minutos.
No dia. Tiram-lhe uma fotografia — cabelo apanhado, rosto à vista. Vista-se com discrição: ombros e joelhos cobertos. Ficam com o seu passaporte cerca de uma semana enquanto a prorrogação é processada, por isso não marque voos, travessias de fronteira nem nada que precise do passaporte durante esse período.
Custo. Cerca de 650 MZN pela prorrogação em si, mais as taxas de notário das fotocópias e da carta.
O Boletim de Alojamento
Todos os alojamentos em Moçambique devem registar os hóspedes estrangeiros junto das autoridades — essa papelada é o Boletim de Alojamento. Num hotel ou lodge mal dará por isso. Onde a coisa fica a sério é ao ficar em casa de amigos ou familiares.
Num hotel ou lodge. A receção preenche o Boletim no check-in e ou o leva ela mesma à imigração ou lhe entrega um talão carimbado para guardar. Pergunte uma vez no check-in quem trata do quê, fotografe o talão quando o tiver, e fica resolvido. Só precisa de um — do seu primeiro local de estadia; os hotéis seguintes não geram novos.
Estadia particular — o trabalho recai sobre o anfitrião. Qualquer pessoa com os documentos certos e um português desembaraçado pode tratar do registo; não tem de ser o anfitrião ou o hóspede em pessoa.
Vale a pena o trabalho? Para uma viagem de turismo única, com menos de 30 dias, sem planos de voltar e sem assuntos futuros com a imigração — o risco real de o saltar é baixo. Para os restantes — visitantes habituais, quem pensa prolongar dentro do país, quem aponta à residência — trate disso. Mais cedo ou mais tarde, aparece.
O prazo é de cinco dias, contados da chegada à entrega, ambos incluídos. Não há contas de dias úteis; os feriados não esticam o contador. Se aterrar numa quinta-feira com uma sexta feriado, o prazo continua a ser a segunda.
O que levar. Tudo em papel — telemóveis e portáteis não servem.
Do hóspede:
- Fotocópia da página de dados do passaporte
- Fotocópia do recibo da taxa de entrada da fronteira
- Fotocópia da aprovação de entrada — o seu e-visa impresso, ou a folha A4 que a imigração lhe entregou à chegada
- Fotocópia da página do passaporte com o carimbo de entrada
- O passaporte original, caso alguma fotocópia esteja difícil de ler
Do anfitrião:
- Prova de morada. Uma fatura de água ou de eletricidade é o padrão de ouro; os extratos bancários normalmente não passam. Se o local for arrendado e o serviço estiver em nome do senhorio, uma cópia do contrato de arrendamento serve de recurso. Se nenhuma estiver disponível, o anfitrião pode pedir ao chefe do bairro um certificado do bairro — conte com um dia ou dois
- Uma Carta de Convite. Não é estritamente obrigatória, mas os serviços variam, e há viajantes recusados sem ela com frequência suficiente para valer a pena levá-la
A petição:
- Duas cópias impressas da carta de pedido, assinadas a tinta. Os serviços das grandes cidades são intransigentes com a formatação — é por isso que preparámos um modelo
Onde entregar. Numa cidade com serviço de imigração SENAMI, é lá que vai. Numa vila pequena ou em qualquer sítio onde o SENAMI não opere, é a esquadra de polícia local que trata disso — normalmente mais rápida e menos burocrática do que um serviço de cidade. Vilanculos está no segundo caso — não há SENAMI na vila, por isso conte com a esquadra de polícia.
No serviço. Entregue o conjunto, fique com os originais, dê apenas fotocópias. O agente analisa, retém as cópias e carimba uma das suas duas cartas de pedido antes de a devolver. Essa cópia carimbada é o seu recibo — guarde-a num sítio seguro. Os registos da imigração moçambicana nem sempre estão sincronizados; se mais tarde alguém perguntar se se registou, é o carimbo que mostra.
As lojas de fotocópias juntam-se perto de cada serviço SENAMI e tiram cópias das páginas — ou até voltam a escrever a carta — por cerca de 5 MZN a folha. É bom saber se aparecer sem alguma coisa.
Se não se registar. A penalização em vigor é de 1.000 MZN por dia, contada a partir do dia em que chegou. Se, por cima disso, a imigração decidir que não devia ter entrado da forma que entrou, o valor diário pode subir até 3.000 MZN. Na rua a regra mal é fiscalizada; num balcão de imigração, não é coisa que queira ter em falta.
Perguntas frequentes
Ainda na cabeça.
O ETA é a mesma coisa que um visto?
Ainda posso tirar o visto à chegada?
Posso pedir o ETA de Moçambique cedo demais?
O cartão de chegada digital de Moçambique é o mesmo que o ETA?
O meu voo faz escala em Joanesburgo. Isso muda alguma coisa?
A vacina contra a febre amarela é mesmo obrigatória?
Posso prolongar a estadia depois de cá estar?
E se o portal do ETA estiver em baixo quando eu precisar de pedir?
Vou entrar por estrada a partir da África do Sul. Muda alguma coisa?
As crianças precisam do seu próprio visto ou ETA para Moçambique?
O que é que o meu carro precisa na fronteira de Moçambique?
Quanto custa um visto para Moçambique?
Visto para Moçambique para cidadãos dos EUA — do que é que preciso?
Visto para Moçambique para cidadãos do Reino Unido — do que é que preciso?
Os canadianos precisam de visto para Moçambique?
Visto para Moçambique para cidadãos franceses e da UE — do que é que preciso?
Os australianos e neozelandeses precisam de visto para Moçambique?
Ainda com dúvidas?
As regras de visto de Moçambique são um alvo em movimento. Se a sua situação não encaixa de forma clara nos quatro grupos acima, ou se o portal lhe está a dar dores de cabeça, mande-nos uma mensagem por WhatsApp — ajudamos hóspedes nisto todas as semanas. Diga-nos o país do seu passaporte e as datas aproximadas da viagem e apontamos-lhe o caminho certo.
Depois de cá estar, tratamos do resto. Veja as nossas dicas de viagem sobre saúde, bagagem e o que esperar no terreno.
Última revisão: 3 de junho de 2026. O sistema foi reformulado pela última vez em fevereiro de 2026 e o governo continua a ajustá-lo — confirme sempre em evisa.gov.mz antes de viajar. Fontes: evisa.gov.mz (oficial), IATA Travel Centre (regras de entrada do lado das companhias aéreas), South African Department of Home Affairs (regras de menores de 18 anos nas fronteiras da AS), DriveMoz (checklists de viagem de carro a partir da AS para documentos e equipamento do veículo), enjoymoz.com, conselho de viagem do gov.uk para Moçambique, Wikipedia “Visa policy of Mozambique”.