Saúde e vacinas para Moçambique
Que vacinas precisa, como prevenir a malária e conselhos de saúde para viajar em Moçambique. Tudo o que deve preparar antes de partir.
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Vamos ser diretos consigo
Moçambique exige um pouco mais de preparação em termos de saúde do que umas férias de praia normais. Mas não deixe que isso o desanime — vivem aqui milhões de pessoas felizes e, todos os anos, milhares de viajantes visitam-nos sem qualquer problema de saúde. Basta um pouco de preparação.
Vacinas
Fale com o seu médico ou com uma clínica do viajante pelo menos 6 a 8 semanas antes da viagem. Eis o que costuma ser recomendado:
- Febre amarela — Obrigatória se chegar de um país onde a febre amarela é endémica (incluindo em trânsito). Leve o seu cartão amarelo como comprovativo.
- Hepatite A — Recomendada para todos os viajantes. Transmite-se através de alimentos e água contaminados.
- Hepatite B — Recomendada, sobretudo para estadias mais longas.
- Febre tifoide — Recomendada. A comida de rua é tentadora (e deliciosa), por isso esta é uma boa garantia.
- Tétano/Difteria — Confirme que tem as vacinas em dia.
- Raiva — Pondere se planeia passar tempo em zonas rurais ou perto de animais.
- COVID-19 — Mantenha as vacinas em dia. Verifique os requisitos de entrada mais recentes antes de viajar.
A sua clínica do viajante vai adaptar as recomendações à sua situação específica. Esta lista é um ponto de partida, não um conselho médico.
Malária: leve a sério
Eis a parte em que somos completamente sinceros: a malária existe em Moçambique, incluindo em Vilanculos. É um risco real, não uma hipótese teórica. Não dizemos isto para o assustar — dizemo-lo porque os nossos hóspedes nos são importantes.
Prevenção
- Faça profilaxia. Fale com o seu médico sobre Malarone (atovaquona-proguanil), doxiciclina ou mefloquina. Comece antes de chegar e termine o tratamento completo depois de partir.
- Use repelente de mosquitos. DEET (20-50%) ou Icaridina/Picaridina (20%) na pele exposta, sobretudo do anoitecer ao amanhecer. Volte a aplicar depois de transpirar ou nadar.
- Durma debaixo de um mosquiteiro. A maioria dos alojamentos em Vilanculos disponibiliza-os. Verifique se não tem buracos e prenda bem a rede antes de dormir.
- Tape-se à noite. Mangas compridas leves, calças compridas e meias ajudam muito (muitas picadas acontecem nas pernas e nos tornozelos).
- Escolha bem o quarto. Redes nas janelas, ventoinhas de teto e ar condicionado reduzem a atividade dos mosquitos dentro de casa.
- Leve o tratamento completo de casa. Não conte encontrar a mesma marca por cá.
Se não se sentir bem
Os sintomas de malária podem surgir a partir de cerca de 7 dias após a exposição e até 1 ano depois do regresso: febre, arrepios, dores de cabeça, dores no corpo, náuseas, cansaço semelhante ao de uma gripe. Se tiver febre durante ou depois da viagem, faça o teste imediatamente e diga ao seu médico que esteve numa zona de malária.
Importante: um único teste negativo nem sempre exclui a malária numa fase inicial. Se os sintomas continuarem, repita o teste sem demora até a malária estar confirmada ou até outra causa estar claramente identificada.
Sol e calor
Isto pode parecer óbvio, mas o sol moçambicano é intenso. Vemos mais viajantes em baixo por causa de escaldões e desidratação do que por qualquer outra razão.
- Use protetor solar SPF 50+ que não agrida os recifes e volte a aplicar depois de nadar. Veja a nossa lista de bagagem para saber o que levar.
- Beba bastante água — mais do que aquilo que acha que precisa.
- Use chapéu e procure sombra nas horas de maior calor (das 11h às 14h).
- Se for fazer snorkeling, vista uma camisola de licra. Duas horas na água sem ela e vai arrepender-se.
Água para beber
Beba apenas água engarrafada ou filtrada. É barata e está disponível em todo o lado. Evite o gelo nas bebidas em estabelecimentos mais pequenos, a menos que tenha a certeza de que foi feito com água purificada. A maioria dos hotéis e restaurantes em Vilanculos usa água filtrada mas, na dúvida, opte pela engarrafada.
Cuidados médicos
Vilanculos tem um hospital local e algumas clínicas privadas para necessidades médicas básicas — pontos, infeções, problemas de estômago, testes de malária. Para algo mais grave, a evacuação médica para Maputo ou Joanesburgo é o procedimento habitual.
É exatamente por isto que insistimos numa coisa: faça um seguro de viagem com cobertura de evacuação médica. Não é negociável. Um voo de evacuação pode custar milhares de dólares sem seguro. Não dispense isto.
Cuidamos dos nossos hóspedes
Em todos os passeios levamos um kit de primeiros socorros e a nossa equipa tem formação em primeiros socorros básicos. A sua segurança é importante para nós — não só enquanto negócio, mas porque é nosso hóspede. Se em algum momento não se sentir bem enquanto está connosco, diga-nos logo. Tratamos de lhe arranjar a ajuda de que precisa.
Tem dúvidas sobre a preparação em termos de saúde? Mande-nos uma mensagem e partilhamos o que sabemos — embora deva confirmar sempre com o seu médico.