O que levar para Moçambique

A lista essencial de bagagem para Moçambique — o que levar, o que deixar em casa e o que pode comprar no local.

Nesta página
  1. Faça mala leve, faça mala inteligente
  2. Os essenciais
  3. O que não levar
  4. O que pode comprar no local
  5. Alfândega — o que pode trazer
  6. O nosso conselho de bagagem numa só linha

Faça mala leve, faça mala inteligente

Um segredo: precisa de menos do que pensa. Vilanculos é descontraída, o código de vestuário é, no máximo, “praia à vontade”, e quase tudo o que esquecer pode resolver-se aqui mesmo. Dito isto, há umas quantas coisas que vale mesmo a pena acertar antes de vir.

Os essenciais

Proteção solar (não se discute)

  • Protetor solar reef-safe, FPS 50+ — O Arquipélago do Bazaruto é um parque nacional marinho. O protetor solar comum danifica os corais. Traga um reef-safe e proteja os recifes sobre os quais vai fazer snorkeling.
  • Um bom chapéu — De aba larga, não apenas um boné. O pescoço e as orelhas vão agradecer. Escolha um com cordão de queixo, ou esteja preparado para o segurar — um chapéu sem cordão desaparece no instante em que o barco ganha velocidade.
  • Óculos de sol de qualidade — As lentes polarizadas mudam tudo quando se está na água.
  • Camisola de licra / camisa de banho — A coisa mais útil que pode levar na mala. A camisola de licra é aquela camisa de banho justa que os surfistas usam, e aqui faz dupla função: protege do sol, para não andar a tratar das costas queimadas depois de uma manhã de snorkeling, e ajuda a aguentar a água, que pode estar surpreendentemente fresca. Duas horas na água sem ela significam dois dias a recuperar.

Roupa

Leve roupa leve, que respire e seque depressa. Pense em algodão, linho e tecidos técnicos que afastam a humidade.

  • Camisas leves de manga comprida — Dupla função: proteção solar de dia, proteção contra mosquitos ao fim da tarde.
  • Calções, fatos de banho, vestidos de verão — Isto é vida de praia. Mantenha tudo informal.
  • Um par de calças compridas — Para os serões em que os mosquitos aparecem e para visitas a comunidades locais, onde tapar-se é um sinal de respeito.
  • Um casaco leve ou camisola com capuz — Os serões de junho a agosto podem ser surpreendentemente frescos, sobretudo na água.
  • Sandálias/chinelos — O seu calçado principal. Para todo o lado.
  • Sapatos de água ou de recife — Importantes para as zonas rochosas e de coral. Os pés vão agradecer.
  • Um par de sapatos fechados — Para conduzir, caminhar ou se for fazer um passeio de moto4.

Saúde e conforto

  • Repelente de mosquitos (DEET 20-50% ou Icaridina/Picaridina 20%) — Use do anoitecer ao amanhecer e reaplique depois de transpirar ou nadar. Leia o nosso guia de saúde para os conselhos completos de prevenção da malária.
  • Profilaxia da malária — Receitada pelo seu médico antes de partir. Comece a tomar à hora certa e termine o ciclo completo depois da viagem.
  • Estojo básico de primeiros socorros — Pensos rápidos, antisséptico, analgésicos, sais de reidratação e os medicamentos pessoais que tomar.
  • Desinfetante de mãos — Útil nos mercados e nas paragens de lanche pelo caminho.
  • Uma garrafa de água reutilizável — Mantenha-se hidratado. Encha com água filtrada no seu alojamento.

Coisas práticas

  • Adaptador de tomada — Moçambique usa vários tipos de fichas. O padrão do próprio país é o Tipo C/F (a ficha europeia redonda de 2 pinos, a mesma de grande parte da Europa), mas muitos lodges e hotéis construídos por proprietários sul-africanos têm Tipo M (a ficha sul-africana grande de 3 pinos). Um adaptador de viagem que sirva para ambos é a aposta segura — ou compre um adaptador local barato quando chegar. As fichas britânicas e americanas precisam definitivamente de adaptador.
  • Dinheiro vivo (USD ou ZAR) — As caixas multibanco podem ficar sem notas. Veja o nosso guia do dinheiro para mais pormenores.
  • Uma caneta — Parece uma ninharia, mas é a única coisa que toda a gente esquece. Vai precisar dela para os formulários de imigração e alfândega à chegada (e outra vez à saída), e nunca há nenhuma para pedir emprestada no momento certo. Meta uma na bagagem de mão.
  • Os seus documentos de entrada (impressos) — Não conte com ter rede no aeroporto. Traga o passaporte impresso, válido por pelo menos 6 meses, o bilhete de regresso ou de continuação de viagem e a reserva do alojamento — a imigração pode pedir para ver os três à chegada, mesmo que esteja isento de visto. E também um certificado de febre amarela se a sua rota passou por um país com febre amarela. Todos os pormenores no nosso guia de vistos e entrada.
  • Cópias dos seus documentos — Além dos originais, guarde cópias digitais do passaporte, do visto, do seguro e dos voos no telemóvel, e uma cópia em papel num sítio separado da mala.
  • Saco estanque — Essencial para os passeios de barco. Mantém o telemóvel, a máquina fotográfica e a carteira a salvo dos salpicos e das ondas.
  • Bolsa à prova de água para o telemóvel — Tem uma função diferente do saco estanque. Uma bolsa transparente com cordão deixa-o fotografar e filmar a partir da água e do barco sem arriscar o telemóvel — as dunas, os golfinhos, o snorkeling, tudo — enquanto fica selado contra os salpicos e contra aquela queda à água que sempre pode acontecer.
  • Um bom livro — Vai ter tempo para ler. É esse tipo de sítio.

O que não levar

  • Roupa a mais — A sério. Vai usar os mesmos três conjuntos em rotação e isso está perfeitamente bem.
  • Joias caras — Deixe-as em casa. Não vai precisar delas e é menos uma coisa com que se preocupar.
  • Bagagem pesada — Se vai voar para o VNX, leve menos peso. Os aviões pequenos têm por vezes limites de peso para a bagagem.
  • Roupa formal — Não há código de vestuário em lado nenhum em Vilanculos. Ninguém anda de saltos altos.
  • Plásticos descartáveis — Traga uma garrafa e sacos reutilizáveis. A costa de Moçambique é preciosa — vamos mantê-la assim.

O que pode comprar no local

Não se preocupe se esquecer alguma coisa. Em Vilanculos vai encontrar:

  • Capulanas — Tecido estampado, lindo e cheio de cor. Compre uma no mercado e use-a como saída de praia, toalha, lenço de cabeça ou manta de piquenique. Custam por volta de MT 300-500 e são a melhor recordação de todas.
  • Produtos de higiene básicos — Protetor solar (nem sempre reef-safe, atenção), sabonete, pasta de dentes.
  • Água engarrafada e snacks — Há por todo o lado.
  • Cartões SIM — Vendem-se cartões SIM da Vodacom e da Movitel em pequenas lojas espalhadas pela cidade. Os dados são baratos. Se preferir chegar já com ligação, veja o nosso guia de Dados Móveis e Internet para a opção do eSIM.

Alfândega — o que pode trazer

As franquias da alfândega moçambicana são generosas o suficiente para que a maioria dos viajantes nem dê por elas, mas vale a pena conhecê-las se trouxer extras:

  • Mantimentos e bens pessoais — até MZN 10.000 (cerca de 150 USD) em quantidades razoáveis para uso pessoal, por titular de passaporte (crianças incluídas), uma vez a cada período de 30 dias.
  • Álcool — cada adulto (18+) pode trazer 2,25 L de vinho (por exemplo, três garrafas de 750 ml) e 1 L de bebidas espirituosas. Não há franquia duty-free para cerveja ou cidra — declare e pague direitos se as trouxer.
  • Combustível extra em jerricãs está sujeito a direitos — declare-o.
  • Não traga animais de estimação. Entrar com um cão em Moçambique é simples; voltar com ele para a África do Sul implica quarentena. Para umas férias, é dispensável.

O nosso conselho de bagagem numa só linha

Protetor solar, repelente, roupa leve, dinheiro vivo, saco estanque e espírito de aventura. É mesmo só isto.

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